sexta-feira, 20 de março de 2026

"Allahu akbar!!!" - Por Barros Alves

                                                               


Um bando de idiotas politicamente imbecilizados, leitores de panfletos da esquerda, aponta para Israel o dedo sujo do sangue derramado pela teocracia terrorista do Irã, sem ter lido uma linha do que foi a velha Pérsia de Ciro, o Grande; e sem saber a extensão da desgraceira que os aiatolás fizeram em 50 anos de terror sobre o povo iraniano.


Declarações de altos dignitários do Irã, que não souberam sequer interpretar os ensinamentos de Allah. Tanto que os demais paises islâmicos estão se voltando contra a teocracia assassina dos aiatolás.


*Ali Khamenei:* "É a missão da República Islâmica do Irã, apagar Israel do mapa da região."


"O regime sionista é um tumor cancerígeno que precisa ser removido."


*Hassan Nazrallah*: "Se conseguirmos juntar todod os judeus em Israel nós vamos resolver o problema, porque não vamos ter que caçá-los no resto do mundo. Israel é o nosso inimigo. É uma entidade agressiva, ilegal e ilegítima, que não tem futuro na nossa região. E o seu destino é manifestado, segundo nosso modo de ver, com o slogan: MORTE A ISRAEL."


*Mohammad Hassan Rahimian:* "Nós temos construído mísseis que nos permitem, se necessário, extirpar Israel completamente do seu território num grande holocausto."


*Mohammad Reza Naqdi*: "Nós recomendamos aos sionistas que façam suas malas e voltem para os países de onde vieram, porque se eles insistirem em ficar vai chegar um tempo em que eles não vão ter mais nada para colocar em suas malas."


*Hossein Salam:* "Nós vamos caçar vocês (israelenses) de casa em casa e nós vamos nos vingar de cada gota de sangue dos mártires da Palestina. Este é o ponto inicial em que as nações islâmicas vão ter um despertamento para a derrota de Israel."


*Hossein Sheikholeslam:* "Nossa posição contra o regime dos usurpadores sionistas não mudou de forma alguma. Israel tem que ser aniquilado e este é nosso principal objetivo."


Recado dado, recado entendido. Então, Israel, numa atitude de legítima defesa, respondeu com precisão. Os citados e mais cerca de meia centena de fanfarrões foram prestar contas com Allah.


Allahu akbar!!!

As salam aleikum!!!

quinta-feira, 19 de março de 2026

SONETOS EM LOUVOR DE SÃO JOSÉ - Por Barros Alves



1.

Ó Justo Guardião do Encarnado,

Verbo de Luz na noite de Belém,

Foste escolhido por Deus, como convém,

Ao mistério divino revelado.


Foste por Deus, em sonho, convocado

A ser amparo firme ao  terno Bem.

Da fera humana, José, tu foste quem

Guardaste o Amor do Menino Enviado.


Silente coração, falou de fato

Na fé que não exige explicação,

Mas se entrega total ao gesto exato.


Ó pai de afeto, dócil coração,

Ensina-nos firmeza no recato,

E abençoa também nossa missão.


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2.

Ó São José, varão de fé serena,

Que ao sopro do Eterno a alma inclinou,

E em santo zelo o lar edificou

Sob uma Luz divinamente plena.


Chamado a crer na graça mais suprema,

Que ao mundo em carne o Verbo revelou,

Calado, firme e justo se mostrou,

Guardando o dom dessa beleza extrema.


Na paciência achaste a fortaleza,

Na obediência, a mais alta expressão

De amor que em Deus repousa e não vacila.


Ó pai fiel, modelo de pureza,

Ensina-nos, na mesma devoção,

A confiar na Luz que em ti cintila.


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3.

José, eleito no silêncio santo,

Para guardar o Filho do Eterno,

Mistério vivo, amor profundo e terno,

Que afastou do mundo o  desencanto.


José, fiel abrigo  escudo, e manto

Do Pequenino Verbo Sempiterno,

Que nos livrou do fogo do inferno...

Misterioso plano sacrossanto!


Na fé calada, firme obedeceste,

Sem ver, mas crendo na divina Luz,

Guardando o Autor da vida em teu cuidado.


Ó justo pai, que em Deus sempre viveste,

Roga por nós, protege e nos conduz

Ao Cristo, nosso Bem e fim sagrado.


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4.

Ó São José do chão rachado e quente,

Carpinteiro da fé, mão calejada,

Que em dura lida, mas abençoada,

Ensina a fé ao povo resistente.


Caminheiro de Deus, um penitente,

José ao lado da Virgem Imaculada

Confia ao Pai o rumo da jornada

E espera o dom da chuva providente.


Na terra seca, antiga e castigada,

Vestido de esperança o agreste aflito

Vê brotar Água Viva em árido chão 


Gente de dor, gente nordestinada

Liberta da garganta imenso grito:

-- José cuida da nossa Salvação!!!

terça-feira, 3 de março de 2026

"A decadência das academias de letras" - Por Barros Alves

                                                         


Desde a fundação, em 1897, a Academia Brasileira de Letras convive com um paradoxo, qual seja o de que ao tempo em que abriga nomes incontornáveis da cultura nacional, tornou-se alvo constante de críticas quanto ao espírito que a anima. A ideia original, inspirada na Academia Francesa, pretendia conferir estabilidade institucional às Letras brasileiras. No entanto, cedo se ouviu o murmúrio, depois transformado em acusação aberta, de que o compadrio, os elogios recíprocos e a política de bastidores pesavam mais que o mérito literário. O próprio idealizador da ABL, Machado de Assis, patrocinou alguns desvios

O historiador Capistrano de Abreu, avesso a solenidades e pompas, simboliza a desconfiança de uma geração que via nas academias mais um teatro de vaidades do que um laboratório de pensamento. Conta-se que ao ser convidado para ser signatário da ata de fundação da ABL, o maranguapenses teria declinado e forma tão pessimista quanto astuciosa: “A mim me basta pertencer a uma sociedade que já me causa muitas dores de cabeça: a sociedade humana”. A crítica não era mero azedume, mas apontava para o risco de institucionalizar a literatura, submetendo-a às conveniências sociais.

Já Graça Aranha protagonizou um dos episódios mais emblemáticos dessa tensão ao romper com a ABL na década de 1920, acusando-a de conservadorismo estético e imobilismo intelectual. Para ele, a literatura brasileira necessitava de ímpeto renovador, não de um cenáculo preso a fórmulas e reverências mútuas. Sua saída foi um gesto simbólico contra o que percebia como fossilização do espírito literário.

Décadas depois, vozes internas continuaram a reconhecer limitações. Josué Montello, embora acadêmico que prezava a Arcádia, registrou em memórias, nos seus “Diários”, 4 volumes de deliciosa leitura; e em entrevistas, o ambiente competitivo e, por vezes, pouco edificante das eleições. Jorge Amado, também membro da Casa de Machado de Assis, jamais deixou de ser um escritor de vida pública intensa, mas sua presença ali sempre foi lida por alguns como a confirmação de que a consagração institucional é etapa distinta, não necessariamente essencial, da criação literária. Amado escreveu “Farda, Fardão, Camisola de Dormir”, uma novela satírica que ironiza o universo da “imortalidade” literária. Críticos mais contundentes, como Fernando Jorge, denunciaram reiteradamente o que consideravam a transformação das academias em redutos de autopromoção. Ele escreveu o contundente “Academia do Fardão e da Confusão”. Guilherme Figueiredo, intelectual do melhor quilate, com seu espírito independente, também ironizou o ritualismo excessivo e a teatralidade das sessões solenes, denunciando os conluios que existem durante a caça aos votos dos acadêmicos. No livro “As Excelências ou Como Entrar para a Academia”, ele conta sua peregrinação à cata de votos para ingressar na ABL e relata casos que podem ser considerados moralmente condenáveis, protagonizados por personalidades gradas do cenário literário nacional.

O problema, ao que parece, não reside apenas na Academia Brasileira de Letras, mas na proliferação indiscriminada de academias estaduais e municipais. No Ceará, onde a tradição literária é respeitável e produziu nomes de peso, cria-se uma academia a cada mês; encontra-se um grêmio literário em cada esquina. Multiplicam-se pelerines (os nossos arremedos de fardões), cadeiras, patronos e discursos laudatórios. Rareia, contudo, a obra que sobreviva ao tempo. A própria Academia Cearense de Letras parece estar sofrendo de inanição literária.

A institucionalização excessiva da literatura gera um efeito curioso. Transforma a atividade essencialmente solitária da escrita em exercício coletivo de autopromoção. Escrever é um ato de recolhimento, de enfrentamento íntimo com a linguagem e com o mundo. Não se produz grande literatura por aclamação, tampouco por votação. A criação literária não é assembleia; é combate interior.

Além disso, a crescente militância ideológica, de qualquer matiz, tem contribuído para a confusão entre literatura e panfleto. Produz-se muito barulho, mas pouca obra duradoura. O engajamento pode até fecundar a arte produzida por grandes nomes da Literatura, como demonstraram autores do passado; mas quando substitui a complexidade estética por slogans, empobrece o texto e reduz a ambição literária.

Não se trata de negar que as academias tenham abrigado - e ainda abriguem - escritores de inegável relevância. O ponto é outro. A consagração institucional não pode substituir o juízo do tempo. Quando a eleição para uma cadeira se torna mais importante que o livro; quando a fama do não (ou quase) escritor conta para a escolha; quando o discurso de posse pesa mais que a obra publicada; quando o elogio mútuo prevalece sobre a crítica franca, instala-se a decadência.

As academias, se quiserem sobreviver com dignidade, precisarão reencontrar sua razão de ser. Devem necessariamente estimular o pensamento livre, promover a crítica honesta e valorizar a literatura como arte exigente, não como ornamento social. Caso contrário, permanecerão como fogueiras de vaidades, iluminando pouco e consumindo muito da nossa paciência.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

"Brava e bela Meloni" - Por Barros Alves

                                                                      


No fogo que em teus olhos se levanta,

Há luz que rompe a treva, a história conta...

Ergues, serena, a voz que o tempo afronta,

Mulher que o mundo hoje aplaude e encanta.


Ante o vento adverso não se espanta!

Teu passo firme, levantada a fronte,

A tua força não há quem desmonte,

Com tua fé a Itália se agiganta.


Beleza e força em ti se dão as mãos,

Em ti se amoldam.  És fibra e emoção,

Coragem e luz que aquece e alumia.


Guardas valores nobres, sempre vãos

Aos olhos de um vil mundo sem visão.

Mas, tu mesma és Amor e Valentia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

"Sargento Uchoa consegue complexo esportivo para o Metrópole 5" - Por Barros Alves

                                                                         


Recentemente a Prefeitura de Caucaia inaugurou o Complexo Esportivo Raimundo Albano Uchôa, no bairro Conjunto Metrópole 5, ampliando as opções de esporte, lazer e convivência para moradores de todas as idades. O novo equipamento, entregue pela gestão do prefeito Naumi Amorim, conta com areninha de futebol, parquinho infantil, quadra de areia e academia ao ar livre, oferecendo um espaço completo para práticas esportivas e atividades comunitárias.

Durante a solenidade, Naumi reforçou o compromisso da administração municipal com a melhoria da qualidade de vida da população, destacando que o espaço foi pensado para atender crianças, jovens, adultos e idosos, além de promover integração e bem-estar social. A primeira-dama, Érika Amorim, também participou da cerimônia e ressaltou os benefícios que o novo complexo trará às famílias da região.

Moradores comemoraram a conquista. Muitos destacaram a importância de ter uma área segura e estruturada para a prática esportiva e o encontro entre vizinhos, sobretudo em um bairro que vinha demandando um local de lazer de qualidade. Com a inauguração, o Metrópole 5 passa a contar com um ponto de encontro que fortalece os vínculos comunitários e incentiva hábitos saudáveis.


                                                              


Uchoa, o líder 


É importante ressaltar que no coração pulsante do Metrópole 5, em Caucaia, há lideranças que não apenas ocupam espaços, ocupam consciências. Entre elas, destaca-se a figura altiva e generosa do Sargento Uchoa, um líder comunitário e político que fez da própria vida um instrumento de serviço à coletividade.

Sua trajetória é marcada pelo compromisso inabalável com as causas populares. Conhecedor das ruas, das vielas e dos anseios do povo de Caucaia e do Metrópole, em particular, ele construiu sua liderança ouvindo mais do que falando, agindo mais do que prometendo. Não é homem de gabinete fechado, mas de presença constante. Uchoa está onde o problema surge, onde a comunidade precisa, onde a esperança insiste em nascer.

Ao longo dos anos, tem sido voz firme na defesa de melhorias para o bairro,  seja na luta por infraestrutura digna, por políticas públicas inclusivas, por oportunidades para a juventude ou por respeito às famílias trabalhadoras. Sua atuação política não se limita ao discurso; traduz-se em articulação, diálogo e resultados concretos.

Mais do que agente político, é referência moral e comunitária. Consegue unir pessoas de diferentes pensamentos em torno de um objetivo comum: o desenvolvimento da Jurema com justiça social e dignidade. Sua liderança é construída na confiança, no respeito e na coerência entre palavra e ação.

Em tempos em que tantos desacreditam da política, ele reafirma que o verdadeiro sentido da vida pública é servir. O Metrópole 5  reconhece nele não apenas um representante, mas um filho comprometido com o presente e o futuro do bairro.

Que sua caminhada continue inspirando novas gerações a compreender que liderança se faz com coragem, proximidade e amor à comunidade.

Eu tenho a honra de ser amigo desse homem simples e sempre disposto a servir. Meu colega de trabalho na Assembleia do Ceará, conheço-o há mais de trinta anos. Uchoa é amigo do seu povo, de verdade. Nele tenho fé.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

"São João da Mata" - Por Barros Alves

                                                                       


Tua alma resplandece, ó João da Mata,

Santo que guia a todos rumo à fé,

Que faz caídos se porem de pé,

A voz que vem de ti o povo acata.


Teu zelo pela Igreja é ouro e prata,

Teu amor por Jesus de Nazaré 

Foi o caminho para a Santa Sé

Mostrar ao mundo o quanto te é mui grata.


Alçou-te à glória dos altares. Santo

João da Mata, doce peregrino,

A semear sementes do Divino.


E semeaste o Amor por todo canto,

Levando a caridade, o acalanto

E a Palavra que salva, a do Deus Trino.

"O Evangelho não necessita da Teologia da Libertação" - Por Barros Alves

                                                                           


A missão da Igreja nasce do mandato, explícito de Cristo e encontra no próprio Evangelho os fundamentos suficientes para a promoção integral do homem, especialmente dos pobres. A afirmação de que o Evangelho necessitaria de um complemento ideológico, como o oferecido por correntes claramente heréticas da  Teologia da Libertação,  parte do pressuposto de que a Revelação seria insuficiente para orientar a ação social cristã. No entanto, a Sagrada Escritura, a Doutrina Social da Igreja e o ensinamento de eminentes teólogos demonstram que a caridade cristã e a justiça social fluem organicamente do próprio depósito da fé, sem necessidade de mediações ideológicas inspiradas em categorias estranhas ao Evangelho. 

O compromisso com os pobres não é uma invenção moderna nem um acréscimo sociológico à fé. Ele está no coração do Evangelho.

No discurso inaugural em Nazaré, Jesus proclama: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres” (Lc 4.18). No Juízo Final, Ele identifica-se com os necessitados: “Tive fome e me destes de comer” (Mt 25.35). A caridade para com os pobres não é estratégia política, mas critério escatológico.

Contudo, o mesmo Cristo afirma: “O meu Reino não é deste mundo” (Jo 18.36). Ele recusa explicitamente ser reduzido a líder político (cf. Jo 6.15) e rejeita a lógica revolucionária da violência (“Embainha tua espada”, Mt 26.52). A libertação que Ele traz é, antes de tudo, libertação do pecado (cf. Jo 8.34-36), raiz última das injustiças humanas.

São Paulo reforça essa perspectiva ao ensinar que a verdadeira transformação começa pela renovação interior: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da mente” (Rm 12.2). A mudança social cristã é consequência da conversão, não produto de luta de classes.

A Igreja desenvolveu ao longo dos séculos uma reflexão social coerente, sistematizada especialmente a partir da "Rerum Novarum" (1891), do Santo Padre  Leão XIII. Essa doutrina não nasce de ideologias modernas, mas da aplicação dos princípios evangélicos à realidade social.

São João Paulo II, na encíclica "Centesimus Annus", advertiu contra as soluções que sacrificam a dignidade da pessoa em nome de projetos coletivistas. Ele reconheceu a “opção preferencial pelos pobres”, mas rejeitou claramente a instrumentalização da fé por ideologias marxistas, afirmando que a luta de classes como princípio interpretativo da história é incompatível com a visão cristã da pessoa humana.

O Dicastério (então Congregação) para a Doutrina da Fé, sob a presidência do então Cardeal Joseph Ratzinger, publicou em 1984 a Instrução "Libertatis Nuntius", na qual reconhece a nobre intenção de muitos teólogos da libertação, mas alerta para “desvios” quando categorias marxistas são assumidas como chave hermenêutica da fé. O documento sublinha que reduzir o pecado a estruturas sociais e a salvação à transformação política constitui grave empobrecimento da mensagem cristã.

A Doutrina Social da Igreja sustenta quatro pilares fundamentais: dignidade da pessoa humana, bem comum, subsidiariedade e solidariedade. Esses princípios permitem uma ação social vigorosa sem recorrer à dialética revolucionária.

Teólogos eminentes reforçam essa posição.

Henri de Lubac advertiu contra a tentação de transformar o cristianismo em mera força histórica intramundana, esquecendo sua dimensão sobrenatural. Para ele, quando o cristianismo é reduzido a programa político, perde-se sua essência salvífica.

Joseph Ratzinger insistiu que a fé não pode ser absorvida por análises sociológicas. Em diversas obras, como Introdução ao Cristianismo, ele recorda que o núcleo da fé é a relação pessoal com Cristo, não um projeto revolucionário.

Mesmo teólogos latino-americanos que dialogaram com a questão social reconheceram que a libertação cristã deve ser integral, ou seja,  espiritual, moral e social; e não apenas estrutural. A transformação das estruturas sem conversão do coração conduz apenas à substituição de elites, não à superação da injustiça.

A história do século XX fornece exemplos eloquentes de projetos revolucionários que, prometendo libertação, produziram novas formas de opressão. Sistemas inspirados na luta de classes frequentemente resultaram em restrição de liberdades, perseguições religiosas e graves violações da dignidade humana.

O Evangelho constrói comunhão. São Paulo afirma: “Não há judeu nem grego… pois todos sois um em Cristo Jesus” (Gl 3,28). A lógica cristã não é a do antagonismo permanente, mas a da reconciliação.

Quando a fé é instrumentalizada para fomentar divisões ideológicas, corre-se o risco de substituir a caridade pela militância e a comunhão pela polarização. A Igreja sempre atuou em favor dos pobres por meio de obras concretas: hospitais, escolas, santas casas, missões, ordens religiosas dedicadas aos marginalizados. Essa ação precede qualquer formulação moderna de teologia política. São Francisco de Assis, 

São Vicente de Paulo, Santa Teresa de Calcutá, São João Bosco, Santa Dulce dos Pobres e tantos outros demonstraram que o amor cristão transforma realidades sem necessidade de adesão a programas revolucionários.

A libertação cristã começa no coração humano, porque o mal social brota do pecado pessoal. Como ensina Bento XVI na Encíclica "Deus Caritas Est", a Igreja não propõe sistemas políticos específicos, mas purifica a razão e desperta as forças morais necessárias para uma ordem justa.

Isso não significa omissão diante da injustiça. Pelo contrário,  implica ação concreta, mas fundamentada na caridade e na verdade, não na luta ideológica. O cristão é chamado a agir na política segundo sua consciência bem formada, mas a Igreja não se identifica com projetos partidários nem revoluções de classe.

Enfim, é fácil constatar em face da história do Cristianismo, que o Evangelho não necessita da Teologia da Libertação enquanto sistema ideológico para justificar o cuidado com os pobres. Cristo já confiou à sua Igreja a missão de anunciar a salvação integral e de praticar a caridade concreta. A Doutrina Social da Igreja oferece princípios sólidos para enfrentar as injustiças, sem reduzir a fé a instrumento de transformação revolucionária.

Quando permanece fiel ao Evangelho, a Igreja promove justiça sem ódio, solidariedade sem luta de classes, transformação sem violência, e libertação sem negar a transcendência. A verdadeira revolução cristã é a conversão do coração. E dela nascem as mudanças duradouras na sociedade.