Sendo eu avô, sou duplamente pai,
Vejo nos netos o amor que em mim floresce.
E a cada novo olhar que me enternece,
Meu coração renasce e não decai.
Se outrora a mão paterna abriu a porta
Do claro dia sem brumas que amanhece,
Hoje o avô faz da ternura a prece
Que ilumina, que guia e que conforta.
No filho, o meu amor ganhou raiz;
Nos netos, fez-se aurora, fez-se encanto,
Seus sorrisos me fazem mais feliz.
A vida fez meu coração mais santo,
Ser duplamente pai eu sempre quis,
Porque o amor do avô cresce outro tanto!


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