1.
Ó Justo Guardião do Encarnado,
Verbo de Luz na noite de Belém,
Foste escolhido por Deus, como convém,
Ao mistério divino revelado.
Foste por Deus, em sonho, convocado
A ser amparo firme ao terno Bem.
Da fera humana, José, tu foste quem
Guardaste o Amor do Menino Enviado.
Silente coração, falou de fato
Na fé que não exige explicação,
Mas se entrega total ao gesto exato.
Ó pai de afeto, dócil coração,
Ensina-nos firmeza no recato,
E abençoa também nossa missão.
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2.
Ó São José, varão de fé serena,
Que ao sopro do Eterno a alma inclinou,
E em santo zelo o lar edificou
Sob uma Luz divinamente plena.
Chamado a crer na graça mais suprema,
Que ao mundo em carne o Verbo revelou,
Calado, firme e justo se mostrou,
Guardando o dom dessa beleza extrema.
Na paciência achaste a fortaleza,
Na obediência, a mais alta expressão
De amor que em Deus repousa e não vacila.
Ó pai fiel, modelo de pureza,
Ensina-nos, na mesma devoção,
A confiar na Luz que em ti cintila.
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3.
José, eleito no silêncio santo,
Para guardar o Filho do Eterno,
Mistério vivo, amor profundo e terno,
Que afastou do mundo o desencanto.
José, fiel abrigo escudo, e manto
Do Pequenino Verbo Sempiterno,
Que nos livrou do fogo do inferno...
Misterioso plano sacrossanto!
Na fé calada, firme obedeceste,
Sem ver, mas crendo na divina Luz,
Guardando o Autor da vida em teu cuidado.
Ó justo pai, que em Deus sempre viveste,
Roga por nós, protege e nos conduz
Ao Cristo, nosso Bem e fim sagrado.
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4.
Ó São José do chão rachado e quente,
Carpinteiro da fé, mão calejada,
Que em dura lida, mas abençoada,
Ensina a fé ao povo resistente.
Caminheiro de Deus, um penitente,
José ao lado da Virgem Imaculada
Confia ao Pai o rumo da jornada
E espera o dom da chuva providente.
Na terra seca, antiga e castigada,
Vestido de esperança o agreste aflito
Vê brotar Água Viva em árido chão
Gente de dor, gente nordestinada
Liberta da garganta imenso grito:
-- José cuida da nossa Salvação!!!


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