Ó Mãe suave, doce Mãe Bondosa
Tua ternura em bálsamo vertida
E o teu imenso amor, ó Mãe querida,
São fonte pura, doce e silenciosa.
Nos braços teus, a angústia dolorosa,
Em esperança e luz é convertida;
Teu manto envolve a lágrima caída
E a torna prece humilde e luminosa.
Senhora da Ternura, em ti contemplo
O amor que, sem alarde, tudo alcança,
Qual chama viva a arder no humano templo.
Inclina, pois, teu rosto de bonança
Sobre este peito em súplica e exemplo,
E faz da dor caminho de esperança.
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Cura a dor que em silêncio me devora,
Ó Mãe de olhar tão manso e compassivo;
Faz brotar em meu peito convulsivo
A fonte clara que minh’alma implora.
Se a noite é densa e a lágrima me aflora,
Sê lume terno, abrigo sempre vivo;
Do coração cansado o lenitivo,
O alento que renasce em boa hora.
Senhora da Ternura, doce guia,
Transforma em paz o pranto que me invade,
E em fé serena esta humana agonia.
Que em teu regaço eu vença a tempestade,
E encontre, além da sombra escura e fria,
O claro sol da eterna Caridade.


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