quarta-feira, 22 de abril de 2026

"Nossa Senhora da Ternura" - Por Barros Alves

                                                                 


Ó Mãe suave, doce Mãe Bondosa

Tua ternura em bálsamo vertida

E o teu imenso amor, ó Mãe querida,

São fonte pura, doce e silenciosa.


Nos braços teus, a angústia dolorosa,

Em esperança e luz é convertida;

Teu manto envolve a lágrima caída

E a torna prece humilde e luminosa.


Senhora da Ternura, em ti contemplo

O amor que, sem alarde, tudo alcança,

Qual chama viva a arder no humano templo.


Inclina, pois, teu rosto de bonança

Sobre este peito em súplica e exemplo,

E faz da dor caminho de esperança.

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Cura a dor que em silêncio me devora,

Ó Mãe de olhar tão manso e compassivo;

Faz brotar em meu peito convulsivo

A fonte clara que minh’alma implora.


Se a noite é densa e a lágrima me aflora,

Sê lume terno, abrigo sempre vivo;

Do coração cansado o lenitivo,

O alento que renasce em boa hora.


Senhora da Ternura, doce guia,

Transforma em paz o pranto que me invade,

E em fé serena esta humana agonia.


Que em teu regaço eu vença a tempestade,

E encontre, além da sombra escura e fria, 

O claro sol da eterna Caridade.

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