Cravado em setas, corpo oferecido,
Sempre fiel ao Cristo verdadeiro,
Ergue ao céu doce olhar sereno e inteiro,
Na dor extrema, o amor não foi vencido.
Do Império ergue-se o ódio enfurecido,
Mas vence a fé imensa do guerreiro;
No sangue corre o selo derradeiro
Da graça em um soldado destemido.
Não foi a flecha o fim, mas o começo.
No madeiro da dor, luz encarnada;
Mártir, entrega o corpo em alto preço.
Ao mundo ensina, carne torturada,
Que a vida se apresenta pelo avesso:
Morrer em Cristo é vida revelada.


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