domingo, 23 de agosto de 2009

O tal do Grilo Falante


Ninguém sabe o que ele é,
Se vai pra trás ou frente,
Se vai para presidente
Ou se vai dar marcha à ré,
Se ele é chá ou se é café,
Porque muda a todo instante,
E além de ser arrogante
Só fala com circunlóquio,
Falta pouco pra Pinóquio,
Parece um grilo falante.

É de Pindamonhangaba
Ou é mesmo de Sobral?
É do bem ou é do mal?
É começa e não acaba,
Mas, tudo que faz se gaba,
Se fazendo de importante,
É boçal, ignorante,
É um sujeito sem graça
E dizem que faz trapaça
O tal do Grilo Falante.

Por tudo faz uma guerra
Esse moleque teimoso,
Fica enjoado e nervoso
Dá patada, urra e berra,
Qualquer dia ele se ferra
Naquele Estado importante.
E seu ódio galopante
Parece que nunca encerra
E quer esganar o Serra
O tal do Grilo Falante.

Está no sexto partido
Nesta sua trajetória,
Ninguém apaga a história
Do que foi dito e cumprido.
Basta que seja bem lido
O que me lê neste instante,
Para saber, sem rompante,
Com altiva segurança,
Não merece confiança
O tal do Grilo Falante.

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